Investimento no Tesouro Reserva supera a poupança em R$ 1.735 após dois anos
O Tesouro Nacional lançou o Tesouro Reserva com a proposta de disputar diretamente o espaço ocupado pela poupança, pelas caixinhas digitais e pelos cofrinhos oferecidos por bancos e fintechs. A principal aposta do novo produto é unir segurança, liquidez imediata e rentabilidade superior à da tradicional caderneta.
Simulações realizadas por especialistas mostram que a diferença pode ser significativa para o investidor. Em um aporte de R$ 20 mil mantido por dois anos, o Tesouro Reserva pode gerar um rendimento aproximadamente R$ 1.735 superior ao obtido na poupança.
O novo título público foi desenvolvido especialmente para quem busca formar ou manter uma reserva de emergência. Entre seus diferenciais está a possibilidade de resgate a qualquer momento, durante 24 horas por dia, sem a necessidade de esperar o horário de funcionamento do mercado financeiro.
A comparação mostra que, enquanto a poupança apresenta rendimento limitado pela regra atual, baseada em taxa fixa somada à Taxa Referencial (TR), o Tesouro Reserva acompanha a remuneração do CDI, indicador que costuma oferecer ganhos superiores em cenários de juros elevados.
Em uma aplicação de R$ 20 mil durante dois anos, a poupança alcançaria cerca de R$ 23,4 mil, enquanto o Tesouro Reserva chegaria a aproximadamente R$ 25,2 mil. O resultado reforça a perda de competitividade da caderneta diante de alternativas conservadoras disponíveis no mercado.
Especialistas destacam que o principal atrativo do Tesouro Reserva é combinar a segurança dos títulos públicos federais com liquidez imediata, característica normalmente encontrada apenas em produtos bancários. Como o emissor é o Tesouro Nacional, o risco é considerado um dos menores do mercado financeiro.
Apesar disso, alguns produtos privados continuam oferecendo rentabilidades ligeiramente superiores. CDBs e caixinhas que pagam 102% do CDI, por exemplo, podem superar o retorno do Tesouro Reserva. No entanto, esses investimentos carregam risco adicional vinculado à instituição financeira emissora.
Outro concorrente direto é o Tesouro Selic. Embora apresente rentabilidade um pouco maior, o produto sofre influência da chamada marcação a mercado, o que pode gerar pequenas oscilações no saldo investido. No Tesouro Reserva, essa volatilidade praticamente não existe, característica importante para quem utiliza o recurso como reserva para situações emergenciais.
Especialistas também alertam para a incidência de impostos. Resgates realizados antes de 30 dias continuam sujeitos à cobrança de IOF, enquanto o Imposto de Renda segue a tabela regressiva da renda fixa, diminuindo conforme o prazo de permanência da aplicação.
A chegada do Tesouro Reserva representa mais uma alternativa para investidores conservadores que desejam deixar de depender exclusivamente da poupança, mantendo acesso rápido ao dinheiro sem abrir mão de uma rentabilidade mais competitiva.

Jornalista e corretora ortográfica. Atua na revisão, padronização e produção de conteúdo jornalístico, com experiência em rede de notícias e assessoria de imprensa, assegurando clareza, precisão e credibilidade da informação.



