Pazolini assim Ordem de Serviço para reconstrução da Escola Maria Stella de Novaes em Grande Vitória

Pazolini assim Ordem de Serviço para reconstrução da Escola Maria Stella de Novaes em Grande Vitória

Na capital capixaba, a qualidade do aprendizado vai além dos livros e do ensino, estando também presente no ambiente que os estudantes frequentam. Para transformar mais uma escola da rede em um espaço estruturalmente acolhedor, foi assinada, na manhã desta quinta-feira (20), a ordem de serviço para a reforma da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Maria Stella de Novaes.

O evento, realizado na própria escola, localizada no bairro Grande Vitória, contou com a presença do prefeito Lorenzo Pazolini, que oficializou o início das obras. A secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, também esteve presente, participando da cerimônia.

“Hoje é um dia de celebração, de conquista e de estarmos juntos para que possamos de fato construir uma sociedade melhor. A educação pública de Vitória avançou muito nos últimos tempos, mas em Grande Vitória ainda faltava muita coisa. Vamos reafirmar nosso compromisso com uma educação pública de qualidade e trazer a infraestrutura que os profissionais, pais e estudantes esperavam há muito tempo. Educação se faz com compromisso e investimento. É com muita alegria que vamos iniciar o processo de reconstrução da escola”, destacou o prefeito.

Com as melhorias, estudantes e profissionais poderão aprender e ensinar em um espaço pensado para proporcionar segurança, aconchego e qualidade no dia a dia. Para a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, não se faz uma escola sozinho, mas com muitas mãos e, junto com os profissionais, está sendo feita a diferença.

“No início da gestão, essa foi uma das escolas que visitei e vi ausência do poder público. Era uma escola escura, abafada e com muitos problemas estruturais. Mas eu vi muito trabalho e carinho entre estudantes e profissionais. Existe um desejo de melhoria, uma certeza de que essas crianças merecem o melhor, e é preciso ter coragem para mudar. Uma obra negligenciada há mais de 20 anos, hoje é uma escola que precisa ser reconstruída, e é isso que vamos fazer”, afirma a secretária.


Melhorias

Na quadra da escola, será realizada a pintura e restauração da estrutura e do piso. A unidade de ensino também passará por uma pintura geral, com atenção especial aos muros, que serão recuperados.

Os estudantes ficarão mais seguros com a reforma elétrica e o tratamento de patologias, como trincas e fissuras. Haverá, também, a troca de portas, pisos e revestimentos, proporcionando maior durabilidade.

Para a professora Geneci Gomes Silva, que trabalha na escola há 32 anos, a obra era muito aguardada: “A nossa escola já precisava de reforma há muito tempo. Que bom que veio essa oportunidade de fazer uma reforma. A comunidade espera por isso”.

A substituição de luminárias e a instalação de ventiladores irão contribuir para um ambiente mais confortável. Além disso, o refeitório e os banheiros serão reformados, melhorando as condições de uso.

A reforma compreende, ainda, a substituição do telhado por telhas termoacústicas, com a instalação de calhas e tubos para melhor escoamento de água. Essas melhorias irão proporcionar um ambiente mais adequado para o desenvolvimento dos estudantes da capital

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Quem navega pela costa de Vitória ainda precisa manter distância das Ilhas Galheta de Dentro e de Fora. O acesso aos dois locais permanece proibido até 31 de outubro para proteger aves marinhas em período de reprodução — uma fase em que a simples presença de pessoas pode interromper a incubação, provocar abandono de ninhos e colocar ovos e filhotes em risco. A restrição está prevista na Lei Municipal nº 8.993/2016 e vale entre março e outubro. Neste período, desembarcar ou circular pelas ilhas pode interferir diretamente nas áreas usadas pelas aves para nidificação. Entre as espécies que utilizam esses ambientes estão a andorinha-do-mar-de-bico-amarelo (Sterna eurygnatha) e a andorinha-do-mar-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea). Os ninhos podem ser construídos diretamente sobre o solo, com ovos camuflados entre pedras e outros elementos naturais. Essa característica torna a aproximação especialmente arriscada: quem desembarca pode pisar em ovos ou filhotes sem sequer perceber. A movimentação humana também pode fazer com que as aves adultas deixem temporariamente os ninhos, aumentando a vulnerabilidade da nova geração. Por isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) reforça a campanha de educação ambiental voltada à proteção das ilhas e chama a atenção de navegadores, pescadores e frequentadores do litoral para o cumprimento da restrição até o fim do mês. Proteção não termina em outubro O encerramento do período de acesso proibido não significa que as ilhas deixem de exigir cuidados. Mesmo fora da época de restrição, continuam proibidas condutas que possam degradar o ambiente ou perturbar a fauna, como acender fogueiras, retirar vegetação, levar animais domésticos ou exóticos, pescar, pernoitar e interferir na avifauna. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Anderson Barbosa, preservar esses locais exige atenção durante todo o ano: “As ilhas são áreas de reprodução, alimentação e descanso para diferentes espécies. Respeitar o período de restrição é indispensável, mas o cuidado não termina quando outubro acaba. Quem utiliza o litoral precisa entender que está compartilhando esses ambientes com a fauna e que algumas atitudes podem comprometer todo um ciclo reprodutivo”, destaca. Mudança no local dos ninhos acende alerta O acompanhamento da fauna marinha também trouxe um sinal de atenção neste ano. Em 2026, o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram) relatou uma mudança no local de nidificação das trinta-réis-de-bando, que passaram a utilizar uma pilastra da Terceira Ponte para construir seus ninhos. A presença humana frequente nas ilhas foi apontada pela instituição como uma das hipóteses que podem ter contribuído para essa mudança. O registro reforça a necessidade de reduzir interferências justamente nos ambientes escolhidos pelas aves para reprodução. Distância também é proteção Para quem navega ou pratica atividades de lazer nas proximidades das Ilhas Galheta, a orientação é manter distância das aves, não se aproximar de ninhos ou filhotes e não deixar resíduos no ambiente. A preservação dessas áreas depende também de um comportamento simples: observar sem interferir. Nas próximas semanas, enquanto o período de restrição permanecer em vigor, isso significa não desembarcar nas ilhas e permitir que as aves completem seu ciclo reprodutivo com o mínimo de perturbação possível.