Razões que Podem Impedir Novos Radares na Terceira Ponte

Razões que Podem Impedir Novos Radares na Terceira Ponte

Um estudo está sendo realizado para determinar a viabilidade da instalação dos equipamentos no local, segundo o DER-ES

O campo magnético presente na estrutura metálica da Terceira Ponte pode impedir a instalação dos radares no vão central. Um estudo está sendo realizado para determinar a viabilidade da instalação dos equipamentos no local. A confirmação foi feita em entrevista ao Estúdio 360 da TV Capixaba, nesta quarta-feira (19), pelo diretor-presidente do Departamento de Edificações e Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), José Eustáquio de Freitas.

 

A instalação dos radares na Terceira Ponte está prevista para começar nesta semana. “Estamos estudando a viabilidade da instalação de equipamentos no vão central da ponte, devido ao campo magnético presente. Esse campo magnético pode desestabilizar o radar, assim como interferir no sinal de celular”, explicou José Eustáquio de Freitas, diretor presidente do DER-ES.

Ainda segundo Freitas, se for viável, a velocidade no vão central será de 70 km/h. A velocidade será mantida em 70 km/h na chegada a Vila Velha devido ao declive leve e em 60 km/h na chegada a Vitória por questões de segurança relacionadas ao declive mais acentuado.

RADARES COM NOVA TECNOLOGIA

Entre as novidades dos equipamentos que serão instalados ao longo das rodovias do estado, está o fato de que as novas câmeras serão capazes de capturar tanto a placa traseira quanto a dianteira dos veículos. Antes, apenas a placa traseira era fotografada. A partir de agora, as câmeras serão instaladas na frente e atrás dos semáforos ou radares, fotografando ambas as placas.

Outra inovação é que a faixa de contenção será fiscalizada em todos os pontos com radares ou semáforos. “Por exemplo, na rodovia das Paneleiras, no Complexo Viário de Carapina, há um semáforo que exige que motoristas e motociclistas parem antes da faixa de contenção quando a luz está vermelha. Se ultrapassarem essa faixa, mesmo estando parados, serão multados. Após a faixa de contenção, há uma faixa de pedestres, destinada à mobilidade segura dos pedestres, incluindo cadeirantes, idosos e pessoas com bengalas. O temporizador do semáforo determina o tempo que os pedestres têm para atravessar”, pontuou Freitas.

QUANDO COMEÇAM A MULTAR?

O DER-ES destacou que a Consilux assinou o contrato no dia 15 de maio e tem até 15 de agosto para completar a instalação de todos os equipamentos. Os pontos de fiscalização eletrônica já começaram a receber os novos equipamentos, com a instalação no complexo viário de Carapina, na Serra, e na Rodovia das Paneleiras concluída. As rodovias prioritárias para a instalação dos novos radares incluem a ES-020, ES-060, ES-010 e ES-080, todas de alto fluxo de veículos.

 

A implementação segue um processo estruturado: primeiro, os equipamentos são instalados nas hastes, depois são ligados à energia, em seguida são aferidos, e finalmente, começam a registrar infrações. Embora o contrato permita até 90 dias para a instalação completa, alguns equipamentos podem começar a operar antes desse prazo, assim que forem conectados à energia.

O DER-ES reforça a importância de obedecer à sinalização e às normas de trânsito em todas as rodovias. Os sensores dos equipamentos são instalados logo após a linha de retenção, e qualquer avanço além dessa linha pode resultar em autuação. “É dever do motorista obedecer a sinalização da via, incluindo a linha de retenção como referência”, afirmou Freitas.

Com a instalação dos novos radares, o DER-ES espera melhorar a fiscalização e aumentar a segurança nas rodovias estaduais, especialmente nas áreas com maior fluxo de veículos, ciclistas e pedestres.

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Quem navega pela costa de Vitória ainda precisa manter distância das Ilhas Galheta de Dentro e de Fora. O acesso aos dois locais permanece proibido até 31 de outubro para proteger aves marinhas em período de reprodução — uma fase em que a simples presença de pessoas pode interromper a incubação, provocar abandono de ninhos e colocar ovos e filhotes em risco.  A restrição está prevista na Lei Municipal nº 8.993/2016 e vale entre março e outubro. Neste período, desembarcar ou circular pelas ilhas pode interferir diretamente nas áreas usadas pelas aves para nidificação.  Entre as espécies que utilizam esses ambientes estão a andorinha-do-mar-de-bico-amarelo (Sterna eurygnatha) e a andorinha-do-mar-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea).  Os ninhos podem ser construídos diretamente sobre o solo, com ovos camuflados entre pedras e outros elementos naturais. Essa característica torna a aproximação especialmente arriscada: quem desembarca pode pisar em ovos ou filhotes sem sequer perceber.  A movimentação humana também pode fazer com que as aves adultas deixem temporariamente os ninhos, aumentando a vulnerabilidade da nova geração.  Por isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) reforça a campanha de educação ambiental voltada à proteção das ilhas e chama a atenção de navegadores, pescadores e frequentadores do litoral para o cumprimento da restrição até o fim do mês.  Proteção não termina em outubro O encerramento do período de acesso proibido não significa que as ilhas deixem de exigir cuidados.  Mesmo fora da época de restrição, continuam proibidas condutas que possam degradar o ambiente ou perturbar a fauna, como acender fogueiras, retirar vegetação, levar animais domésticos ou exóticos, pescar, pernoitar e interferir na avifauna.  Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Anderson Barbosa, preservar esses locais exige atenção durante todo o ano: “As ilhas são áreas de reprodução, alimentação e descanso para diferentes espécies. Respeitar o período de restrição é indispensável, mas o cuidado não termina quando outubro acaba. Quem utiliza o litoral precisa entender que está compartilhando esses ambientes com a fauna e que algumas atitudes podem comprometer todo um ciclo reprodutivo”, destaca.  Mudança no local dos ninhos acende alerta O acompanhamento da fauna marinha também trouxe um sinal de atenção neste ano.  Em 2026, o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram) relatou uma mudança no local de nidificação das trinta-réis-de-bando, que passaram a utilizar uma pilastra da Terceira Ponte para construir seus ninhos.  A presença humana frequente nas ilhas foi apontada pela instituição como uma das hipóteses que podem ter contribuído para essa mudança. O registro reforça a necessidade de reduzir interferências justamente nos ambientes escolhidos pelas aves para reprodução.  Distância também é proteção Para quem navega ou pratica atividades de lazer nas proximidades das Ilhas Galheta, a orientação é manter distância das aves, não se aproximar de ninhos ou filhotes e não deixar resíduos no ambiente.  A preservação dessas áreas depende também de um comportamento simples: observar sem interferir. Nas próximas semanas, enquanto o período de restrição permanecer em vigor, isso significa não desembarcar nas ilhas e permitir que as aves completem seu ciclo reprodutivo com o mínimo de perturbação possível.

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