Mudanças na NR-1: o líder que não olhar para a saúde mental, vai pagar essa conta

Olá, líderes e empresários capixabas!
Hoje eu quero conversar com você sobre algo que talvez ainda não tenha ganhado espaço na sua agenda, mas que precisa de uma atenção urgente: a saúde mental dos seus funcionários.
A partir de maio de 2025, todas as empresas brasileiras, de todos os portes, serão obrigadas a avaliar e gerenciar os riscos psicossociais como parte do processo de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Isso não é apenas uma mudança técnica. É uma mudança de cultura e quem vai liderar essa virada é você empresário e líder.
Mas afinal, o que são esses tais riscos psicossociais?
São os perigos invisíveis que afetam diretamente o clima organizacional, o desempenho da sua equipe, a sustentabilidade do negócio, etc. Eles incluem:
- Metas inalcançáveis e cobranças desproporcionais
- Jornadas excessivas sem pausas ou compensação
- Falta de apoio da liderança, reconhecimento ou ausência de escuta
- Conflitos interpessoais frequentes e mal gerenciados
- Assédio moral, sexual ou discriminação
- Falta de autonomia ou controle sobre o próprio trabalho
- Falta de acolhimento, sobrecarga emocional e cultura do medo
Esses fatores têm nome e impacto: estresse crônico, ansiedade, burnout, depressão e até afastamentos prolongados pelo INSS. E você sabe o que isso significa? Redução da produtividade, aumento de passivos trabalhistas, queda no engajamento e prejuízo na reputação da empresa.
O que muda com a nova norma e a nova lei?
A partir de agora, não é mais opcional, é obrigatório. Toda empresa terá que:
- identificar e mapear os riscos psicossociais no ambiente de trabalho;
- criar planos de ação com medidas preventivas e corretivas;
- promover um ambiente saudável, com relações respeitosas e escuta ativa;
- monitorar continuamente a eficácia dessas açõe;
- comprovar que está agindo, sob risco de fiscalização, denúncia e penalidade.
E não, a norma não exige que você contrate um psicólogo fixo na empresa, mas será preciso olhar para esses aspectos com seriedade. Consultorias especializadas, treinamentos e apoio técnico poderão ser grandes aliados nesse processo.
E o papel do empresário e do líder nisso tudo?
Você é o termômetro e o exemplo. É você quem dita o clima, influencia comportamentos, encoraja (ou reprime) a comunicação. Líderes despreparados podem ser justamente a origem dos maiores riscos psicossociais. E líderes conscientes são a base para transformações reais e saudáveis.
Por isso, eu te pergunto com toda sinceridade:
- Sua equipe trabalha com medo ou com propósito?
- Existe espaço para diálogo ou apenas pressão?
- A saúde emocional está no radar da sua liderança?
A nova legislação está batendo à porta. A fiscalização será real, inclusive nos setores mais afetados por adoecimento emocional, como call centers, saúde, construção civil e comércio. Não importa se você lidera uma pequena clínica ou uma grande construtora: todos teremos que prestar contas sobre o ambiente que estamos oferecendo.
Mas a mudança mais importante ainda é interna. Empresas humanas, que cuidam de suas pessoas, crescem com mais consistência, atraem talentos e resistem melhor às crises.
Se você ainda vê saúde mental como “mimimi”, prepare-se para lidar com processos, multas, turnover e afastamentos. Agora, se você enxerga essa pauta como estratégica, parabéns. Você está um passo à frente do seu tempo e do mercado.
Vamos juntos construir ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis?
Por Vanessa Freitas
Especialista em liderança, comportamento humano e desenvolvimento de pessoas
Colunista da Liderança em Foco – Portal Foco no ES
Entre em contato para saber mais sobre o assunto.
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Contato: eu@vanessafreitas.com.br

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