Marcelo Santos assumirá presidência do União Brasil no Espírito Santo

Marcelo Santos assumirá presidência do União Brasil no Espírito Santo

Nos próximos dias, será oficializada a mudança no comando estadual do União Brasil: o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos, assumirá a presidência do partido no lugar do secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni.

Rigoni, que presidia a legenda desde março de 2022, concordou em renunciar voluntariamente, em um acordo costurado nos bastidores. Ele permanecerá como vice-presidente estadual, em uma transição que a direção classificou como harmônica e consensual.

Em nota conjunta, os dois afirmaram que a mudança ocorre “em clima de diálogo e união, reforçando o compromisso coletivo de fortalecer a sigla em todo o estado”.

Marcelo já almejava a presidência desde que se filiou ao partido, em junho de 2024, a convite do presidente nacional, Antônio de Rueda. À época, sua pretensão foi barrada pelo governador Renato Casagrande (PSB), que temia desarranjos em acordos firmados por Rigoni. Após as eleições municipais e os resultados pouco expressivos do União Brasil no estado, a permanência de Rigoni no cargo tornou-se insustentável, e a direção nacional passou a defender a ascensão de Marcelo.

A costura política envolveu também o governador Casagrande e o senador Ricardo Ferraço (MDB). Em janeiro, o compromisso de alinhamento do União Brasil com o movimento governista em 2026 consolidou a reeleição de Marcelo na presidência da Assembleia.

No entanto, o caminho para a troca de comando não foi simples. Inicialmente, cogitou-se transferir a presidência para o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), mas a possibilidade foi descartada após o anúncio da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), que no estado será presidida pelo deputado federal Josias da Vitória.

Sem saída, Rigoni acabou aceitando a transição voluntária. A alternativa seria uma intervenção direta da Executiva Nacional, que poderia destituí-lo do cargo. A solução negociada preserva seu espaço no partido e evita desgaste público.

Tanto Marcelo quanto Rigoni são pré-candidatos a deputado federal em 2026. Por isso, a permanência de Rigoni no União Brasil interessa ao novo presidente, já que fortalece a chapa da federação União Progressista e pode ampliar as chances de eleição de nomes do Espírito Santo.

O desafio de Marcelo agora será manter Rigoni na legenda, uma vez que ele tem recebido convites de outras siglas ligadas à base do governo Casagrande. A decisão final sobre seu destino político deverá ser tomada até abril do próximo ano, prazo limite para definição de filiações partidárias.