Inclusão e diversidade: responsabilidade que começa na liderança
Artigo nº39
Essa semana estive presente com lideranças para dialogarsobre a pauta de diversidade e inclusão no meio corporativo. Foi uma oportunidade rica para expandir alguns conceitos e, principalmente, aprender sobre práticas que já estão acontecendo em empresas no Brasil que compreenderam que esse tema não pode ser apenas discurso: precisa ser ação contínua.
O que mais me chamou atenção é quando e como a diversidade entra de verdade no fluxo da organização, ela deixa de ser uma pauta isolada do RH e passa a ser vista como parte da estratégia de negócio. Ainda assim, noto que muitos líderes ainda tratam o tema como uma vitrine, correndo o risco de cair no tokenismo ou no diversitywashing, ou seja criam uma falsa aparência de diversidade para evitar críticas sobre desigualdades, sem que haja uma mudança estrutural ou oportunidades genuínas para esse público.
Como líderes, precisamos assumir que a transformação só é consistente quando parte da gestão e se sustenta no dia a dia. Quero compartilhar três práticas que considero essenciais para quem deseja fortalecer essa pauta dentro da sua empresa:
1. Patrocine ativamente os projetos de diversidade
Não basta aprovar orçamento ou delegar. O líder precisa ser presença ativa: abrir reuniões, participar de treinamentos, dar visibilidade às vozes que antes não eram ouvidas. Quando a liderança está envolvida, a equipe entende que o tema é prioridade real.
2. Revise processos de recrutamento e promoção
As barreiras muitas vezes estão em filtros invisíveis: a linguagem das vagas, critérios subjetivos de seleção ou promoções baseadas em afinidade. Um gestor consciente revisa esses processos, garantindo igualdade de oportunidades e combatendo vieses que excluem talentos.
3. Incorpore a diversidade nas metas de negócio
Se a diversidade ficar restrita a campanhas pontuais, perde força. Quando está conectada às metas corporativas e à estratégia, ela se torna parte da cultura. Empresas que levam essa pauta a sério ampliam a inovação, fortalecem a reputação e criam ambientes de pertencimento.
No Espírito Santo, vivemos um momento fértil para avançar nessa agenda. Cabe a nós, lideranças capixabas, o compromisso de transformar inclusão e diversidade em práticas consistentes, não porque é “bonito” falar sobre isso, mas porque é inteligente, sustentável e humano.
E deixo a reflexão: você, como líder, está patrocinando na essência essa transformação ou apenas assistindo de longe?
Vanessa Freitas
Mentora em Liderança, Carreira e Gestão | Fundadora da Avalon Consultoria
Colunista da Liderança em Foco – Portal Foco no ES
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