Economia capixaba deve crescer 3,1% em 2025, aponta projeção da Findes

Economia capixaba deve crescer 3,1% em 2025, aponta projeção da Findes

Inicialmente estimada em 0,5%, a economia do Espírito Santo deve encerrar o ano de 2025 com alta de 3,1%, segundo o Indicador de Atividade Econômica (IAE-Findes), divulgado pelo Observatório da Findes. A revisão é resultado do bom desempenho dos três grandes setores da economia capixaba – indústria, agropecuária e serviços –, impulsionados, principalmente, pela entrada em operação do FPSO Maria Quitéria, da Petrobras, e pela retomada das atividades da Samarco. Caso a previsão se confirme, será o terceiro ano consecutivo de crescimento econômico no estado.

Desempenho no 1º semestre reforça otimismo

De acordo com as análises do Observatório da Findes, o setor extrativo tem se destacado, beneficiado pela retomada da Samarco e pela ampliação da produção de petróleo e gás natural, especialmente com a atuação do FPSO Maria Quitéria, no Campo de Jubarte.

Para a gerente executiva do Observatório da Findes, Marília Silva, os números representam uma mudança de cenário em relação ao início do ano.

“Entre os motivos está o setor extrativo, que tem uma importância muito grande para o Espírito Santo e mudou bastante de cenário ao longo dos últimos meses. O desenvolvimento da plataforma Maria Quitéria e a retomada da Samarco já se revelam grandes impulsionadores, em especial dentro da indústria. Mesmo em ano de bienalidade negativa do café, a produção agrícola registrou crescimentos expressivos, especialmente do Conilon. Nosso maior cenário de incerteza seguirá sendo o internacional”, destacou.

O presidente da Findes, Paulo Baraona, também ressalta a resiliência da economia capixaba. Somente no primeiro semestre, a alta foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024, com crescimento em todos os setores: agropecuária (+11,1%), indústria (+1,7%) e serviços (+1,4%).

“Tivemos um primeiro semestre de bons resultados na pelotização de minério de ferro. A Samarco está em fase de expansão da capacidade produtiva desde a retomada em 2020, o que tem elevado a produção. Também registramos crescimento na metalurgia, impulsionado pela maior demanda por produtos siderúrgicos no mercado interno”, afirmou Baraona.

Ele lembrou ainda que até 2030 estão previstos mais de R$ 100 bilhões em investimentos no Espírito Santo, sendo 70% destinados à indústria.

“Mais de R$ 65 bilhões são da indústria diretamente, em investimentos privados. Isso nos anima, mas também enfrentamos desafios relevantes, como o Custo Brasil, que atrasa projetos, e os riscos do cenário internacional, que nos afetam diretamente”, completou.