Cais das Artes abre as portas e marca nova fase cultural no Espírito Santo
Sob aplausos, luzes e clima de celebração, o Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória, iniciou nesta semana sua Temporada de Abertura, dando largada a uma nova fase para a cultura capixaba.
A estreia aconteceu com o evento Sons do Cais, que reuniu cerca de 4 mil pessoas. O público acompanhou apresentações da cantora Vanessa da Mata, da DJ Negana e da banda Casaca, que dividiu o palco com convidados como André Prando, Juana Zanchetta, Mary Di e Diego Lyra.
A noite foi marcada por momentos de emoção e reconhecimento. Um deles reuniu artistas capixabas em uma homenagem ao músico Alexandre Lima, um dos compositores da canção “Água de Benzer”, do Manimal. O artista faleceu em 2024, após passar uma década em coma.
Outro tributo prestado durante o evento foi ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha, capixaba reconhecido internacionalmente por sua trajetória na arquitetura. Falecido em 2021, ele foi o responsável pelo projeto do Cais das Artes e não chegou a ver a obra concluída. Sua memória foi lembrada por meio de imagens e esboços exibidos na fachada do museu.
Presente na abertura, o governador Renato Casagrande destacou o simbolismo do momento, após anos de paralisação da obra.
“Estamos ocupando a praça do Cais em um espaço extraordinário. O prédio do museu está praticamente concluído e, a partir de agora, a Organização dos Estados Ibero-Americanos e a Secretaria de Cultura vão trabalhar na etapa de mobiliário, marcenaria e iluminação para receber as exposições. A primeira será ‘Amazônia’, de Sebastião Salgado”, afirmou.
Segundo o governador, a entrega do teatro, com capacidade para 1.300 pessoas, está prevista para o segundo semestre. “O Cais das Artes insere o Espírito Santo no circuito cultural nacional e internacional, fortalece o turismo e reforça nossa identidade. Não existe povo sem cultura”, completou.
O secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, ressaltou a importância da temporada de abertura como preparação para o funcionamento completo do espaço.
De acordo com ele, a praça do Cais deve receber ao menos um fim de semana de atividades por mês até a inauguração da primeira exposição. “A programação completa será divulgada em breve, mas os próximos eventos estão previstos para depois do Carnaval”, explicou.
Noronha também destacou o papel do Cais como espaço de valorização da produção local. “A proposta é conectar o que é feito no Espírito Santo com o Brasil e com o mundo. Esse é apenas o primeiro de muitos eventos até a abertura oficial da exposição de Sebastião Salgado”, afirmou.
Já o diretor-presidente do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, enfatizou o desafio técnico da obra. “É motivo de orgulho executar um projeto dessa complexidade respeitando a concepção original idealizada por Paulo Mendes da Rocha”, disse.
Além dos shows, o público pôde conferir projeções visuais na fachada do museu, aproveitar a praça de alimentação, áreas de convivência e a comercialização de produtos do artesanato capixaba, completando o clima de celebração que marcou a noite de abertura.
Foto: Leone Iglesias/AT

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