Brejetuba aposta no turismo de experiência na capital do Café Arábica

Brejetuba aposta no turismo de experiência na capital do Café Arábica

Nas Montanhas Capixabas, Brejetuba é destino para quem quer aproveitar a tranquilidade do interior e imergir no mundo do café. E não é à toa: o município, que fica a cerca de 150 quilômetros de Vitória, é conhecido como Capital do Café Arábica. Por lá, o gostoso não é só apreciar a bebida, é, também, entender todo o processo até ela chegar à xícara.

A cidade é famosa por fazer o maior café do mundo, recorde alcançado com a coagem de 8260 litros da bebida, feitos com mais de 700 quilos de pó de café. Esse feito é repetido anualmente, durante o Festival do Maior Café do Mundo, realizado junto com a festa de emancipação do município, sempre em setembro, geralmente no último fim de semana do mês.

Não é só o evento, entretanto, que faz o passeio em Brejetuba valer a pena. Ao longo do ano, em um cenário com clima ameno, Mata Atlântica ao redor e características que favorecem a produção agrícola, o turismo de experiência vem se desenvolvendo e aproximando os visitantes do dia a dia no campo.

No Café Chiara, cultivado na Fazenda Marapê e com fama internacional, a visita percorre o passo a passo da produção. A história da família Vivacqua atravessa gerações e hoje combina tradição com técnicas modernas. Quem participa pode caminhar pela lavoura, conhecer o processo de torra e entender como fatores como clima e altitude influenciam o sabor do café. As degustações guiadas ajudam a perceber nuances que muitas vezes passam despercebidas no cotidiano. As visitas são feitas com agendamento.

Chiara Café: grãos cultivados em Brejetuba têm fama internacional |  Foto: Divulgação
No Sítio Alto Rancho Dantas, o Joselino Cafés, dos Meneghetti, conta uma história de persistência. Após dificuldades com lavouras antigas, a família investiu em renovação e conhecimento técnico, alcançando reconhecimento em concursos e consolidando a produção de cafés especiais. No local, o visitante acompanha todas as etapas, do plantio à torra, entendendo como cada uma delas impacta o resultado final, quando o café chega à xícara.

Eliana Moreira criou a Horta da Eliana, onde os turistas podem colher morango e saborear um café farto, com produtos caseiros |  Foto: Kamila Rangel
E, por falar em café pronto para tomar, na Horta da Eliana a bebida ícone de Brejetuba não chega à mesa sozinha. A empreendedora Eliana Moreira Repossi recebe grupos de turistas para cafés da manhã caprichados, com pães caseiros, bolos e geleias, tudo feito na propriedade, que abriu as portas para os visitantes com o colha-e-pague de morango e, hoje, oferece uma experiência cheia de sabores e memórias afetivas.

Viaje na história!
Brejetuba se chamava Brejaúba
A história de Brejetuba começa ainda como Brejaúba, vila que se tornou destino de imigrantes de diversas regiões em busca de terras férteis para o cultivo de grãos e cereais e para a criação de gado.

Naquela época, a agricultura era, principalmente, para subsistência. A vila cresceu em torno do trabalho no campo. Com o tempo, despontou com o cultivo de café.

De acordo com informações do site da Prefeitura de Brejetuba, quando o município de Afonso Cláudio foi criado, em 1890, Brejaúba passou a integrá-lo e, mais tarde, em 1930, tornou-se distrito.

Em 1943, Brejaúba passou a se chamar Brejetuba, que, em dezembro de 1995, tornou-se município. Hoje, no mapa turístico do Espírito Santo, integra as Montanhas Capixabas.

Fonte : Tribuna online