Bolsa Família começa 2026 com orçamento de R$ 169 bilhões, segundo maior da história
O programa Bolsa Família iniciou o ano de 2026 com previsão orçamentária de aproximadamente R$ 169 bilhões, conforme dados do Orçamento Geral da União aprovados pelo Congresso Nacional. O valor representa o segundo maior montante já destinado ao programa, ficando atrás apenas do período excepcional da pandemia da Covid-19.
Em comparação, o orçamento do Bolsa Família em 2025 foi de cerca de R$ 168 bilhões, enquanto em 2023 os repasses somaram aproximadamente R$ 175 bilhões, ano que registrou o maior volume da história do programa.
Atualmente, o Bolsa Família atende mais de 21 milhões de famílias em todo o país. O benefício mantém o valor mínimo de R$ 600 por família, além de adicionais de R$ 150 por criança de até 6 anos e R$ 50 para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o gasto médio mensal do programa gira em torno de R$ 14 bilhões, o que faz do Bolsa Família uma das maiores despesas primárias do governo federal.
Do ponto de vista macroeconômico, economistas apontam que o programa exerce forte impacto sobre o consumo, principalmente em municípios de pequeno e médio porte. Estudos indicam que até 70% dos recursos do Bolsa Família são gastos em alimentação e itens básicos, movimentando o comércio local e gerando efeito multiplicador na economia.
Por outro lado, o elevado volume de recursos pressiona o equilíbrio fiscal. O programa representa cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e é frequentemente citado nos relatórios de risco fiscal como um dos principais desafios para o cumprimento das metas do arcabouço fiscal.
Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, o tamanho do orçamento também reacende o debate sobre a sustentabilidade das contas públicas, o controle de despesas obrigatórias e a necessidade de crescimento da arrecadação para manter o nível atual dos repasses.
Apesar das discussões, o governo federal afirma que o Bolsa Família permanece como eixo central da política de combate à pobreza e redução das desigualdades sociais, mantendo-se como prioridade orçamentária ao longo do ano.

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