Artigo

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Ensinar sua equipe a fazer não é o suficiente.

 Tem uma frase que repito muito nas mentorias e treinamentos corporativos: “se você ensina sua equipe a fazer, mas não ensina o sentido do fazer, está preparando a sua empresa para o fracasso.”

É dura, eu sei, mas é real.

Todos os dias encontro empresas que investem em capacitação técnica, em processos bem definidos, em checklists robustos…mas, ainda assim, enfrentam equipes desmotivadas, líderes apagados e uma produtividade abaixo do esperado. Sabe por quê? Porque ensinar o “como fazer” não basta. É preciso ensinar o “por que fazer”.

Quando o profissional entende o “comando”, ele se torna reprodutor de tarefas. Quando ele entende o propósito, ele se torna parte do processo e construtor de soluções.

E é aqui que mora a virada de chave da liderança! Durante décadas, o modelo dominante era o de formar “mão de obra”, treinar para executar, produzir mais em menos tempo. Mas os tempos mudaram.

Hoje, a força de trabalho precisa de outro tipo de liderança: aquela que ensina a pensar, compreender, tomar decisões, se adaptar e inovar. E isso começa com uma pergunta simples, mas poderosa: sua equipe sabe por que faz o que faz?

Se a resposta for “não sei” ou “acho que não”, talvez o desafio da sua empresa não seja produtividade, e sim sentido.

Três sinais de que você pode estar treinando no piloto automático:

  1. Gente que executa, mas não se compromete com o resultado final.
  2. Pessoas que esperam ordens o tempo todo, sem iniciativa nem criatividade.
  3. Times que entregam o mínimo, sem visão do impacto que causam.

Se isso soa familiar, atenção: talvez você esteja ensinando demais o como, e de menos o por quê.

Liderar é mais do que distribuir tarefas, é abrir espaço para o pensamento crítico, a troca de ideias e a autonomia responsável, ajudar o time a entender que cada entrega tem um impacto (no cliente, no negócio e no mundo). E, sim, isso exige tempo, paciência e preparo, mas o retorno é exponencial.

Quando você ensina o sentido, o time começa a agir com mais consciência, quando você ensina a pensar, a equipe começa a inovar por conta própria e e quando você combina os dois, você constrói uma cultura viva, forte e duradoura.

A pergunta que deixo hoje é: sua empresa está treinando fazedores de tarefas ou formando profissionais que somam?

Que seu time saiba o que fazer, como fazer…mas, principalmente, por que fazer.
E que sua liderança seja cada vez mais consciente, estratégica e transformadora.

Nos vemos na próxima coluna.

Com carinho e propósito,

Vanessa Freitas

Mentora em Liderança, Carreira e Gestão | Fundadora da Avalon Consultoria

Colunista da Liderança em Foco – Portal Foco no ES

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