Feriado de 7 de Setembro terá chuva, frio e ventos de até 60 km/h no ES

Feriado de 7 de Setembro terá chuva, frio e ventos de até 60 km/h no ES

Inmet emitiu três alertas amarelos para o Espírito Santo, com previsão de queda de temperatura, tempestades e ventos costeiros

O feriado de 7 de Setembro será de tempo instável no Espírito Santo. A passagem de uma frente fria entre o sul da Bahia e o Estado deve provocar chuva e queda nas temperaturas em boa parte do território capixaba nesta segunda-feira (7).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu três alertas amarelos para o Estado, envolvendo declínio de temperatura, possibilidade de tempestades e intensificação dos ventos no litoral.

De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a frente fria favorece a entrada de umidade vinda do oceano, aumentando as condições para chuva.

A previsão indica chuva em todo o litoral, além das regiões Sul, Serrana e do extremo Norte do Espírito Santo. No restante do Estado, principalmente no Noroeste, o céu deve ficar com muitas nuvens, mas sem expectativa de chuva.

Temperaturas podem cair até 5°C

O alerta para declínio de temperatura começou à meia-noite deste domingo (6) e segue até as 12h desta segunda-feira. Nas cidades abrangidas pelo aviso, as máximas podem sofrer uma redução entre 3°C e 5°C.

O alerta inclui municípios do Sul do Estado, entre eles Alegre, Apiacá, Atílio Vivacqua, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibitirama, Itapemirim, Iúna, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Presidente Kennedy e São José do Calçado.

Alerta de tempestade atinge 78 municípios

O segundo aviso é válido durante toda a segunda-feira e contempla 78 municípios capixabas. Há previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros acumulados no dia.

Também são esperados ventos de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo. O Inmet considera baixo o risco de interrupção de energia elétrica, danos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.

Entre as cidades incluídas estão Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana, além de municípios das regiões Norte, Sul, Serrana e Noroeste.

Litoral terá alerta para ventos

O terceiro aviso meteorológico é válido até o final da manhã de segunda-feira e abrange municípios próximos ao litoral. O alerta aponta para intensificação dos ventos costeiros, que pode provocar o deslocamento de dunas de areia sobre construções localizadas na orla.

Na Grande Vitória, Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana estão entre as cidades incluídas no alerta. O aviso também contempla municípios como Guarapari, Anchieta, Aracruz, Linhares, Marataízes, Piúma, Presidente Kennedy e São Mateus.

Com a previsão de chuva, frio e ventos fortes, a orientação é acompanhar as atualizações dos órgãos de meteorologia durante o feriado, especialmente nas áreas incluídas nos alertas.

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Quem navega pela costa de Vitória ainda precisa manter distância das Ilhas Galheta de Dentro e de Fora. O acesso aos dois locais permanece proibido até 31 de outubro para proteger aves marinhas em período de reprodução — uma fase em que a simples presença de pessoas pode interromper a incubação, provocar abandono de ninhos e colocar ovos e filhotes em risco.  A restrição está prevista na Lei Municipal nº 8.993/2016 e vale entre março e outubro. Neste período, desembarcar ou circular pelas ilhas pode interferir diretamente nas áreas usadas pelas aves para nidificação.  Entre as espécies que utilizam esses ambientes estão a andorinha-do-mar-de-bico-amarelo (Sterna eurygnatha) e a andorinha-do-mar-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea).  Os ninhos podem ser construídos diretamente sobre o solo, com ovos camuflados entre pedras e outros elementos naturais. Essa característica torna a aproximação especialmente arriscada: quem desembarca pode pisar em ovos ou filhotes sem sequer perceber.  A movimentação humana também pode fazer com que as aves adultas deixem temporariamente os ninhos, aumentando a vulnerabilidade da nova geração.  Por isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) reforça a campanha de educação ambiental voltada à proteção das ilhas e chama a atenção de navegadores, pescadores e frequentadores do litoral para o cumprimento da restrição até o fim do mês.  Proteção não termina em outubro O encerramento do período de acesso proibido não significa que as ilhas deixem de exigir cuidados.  Mesmo fora da época de restrição, continuam proibidas condutas que possam degradar o ambiente ou perturbar a fauna, como acender fogueiras, retirar vegetação, levar animais domésticos ou exóticos, pescar, pernoitar e interferir na avifauna.  Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Anderson Barbosa, preservar esses locais exige atenção durante todo o ano: “As ilhas são áreas de reprodução, alimentação e descanso para diferentes espécies. Respeitar o período de restrição é indispensável, mas o cuidado não termina quando outubro acaba. Quem utiliza o litoral precisa entender que está compartilhando esses ambientes com a fauna e que algumas atitudes podem comprometer todo um ciclo reprodutivo”, destaca.  Mudança no local dos ninhos acende alerta O acompanhamento da fauna marinha também trouxe um sinal de atenção neste ano.  Em 2026, o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram) relatou uma mudança no local de nidificação das trinta-réis-de-bando, que passaram a utilizar uma pilastra da Terceira Ponte para construir seus ninhos.  A presença humana frequente nas ilhas foi apontada pela instituição como uma das hipóteses que podem ter contribuído para essa mudança. O registro reforça a necessidade de reduzir interferências justamente nos ambientes escolhidos pelas aves para reprodução.  Distância também é proteção Para quem navega ou pratica atividades de lazer nas proximidades das Ilhas Galheta, a orientação é manter distância das aves, não se aproximar de ninhos ou filhotes e não deixar resíduos no ambiente.  A preservação dessas áreas depende também de um comportamento simples: observar sem interferir. Nas próximas semanas, enquanto o período de restrição permanecer em vigor, isso significa não desembarcar nas ilhas e permitir que as aves completem seu ciclo reprodutivo com o mínimo de perturbação possível.

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