Ruas do Centro de Vitória ficam interditadas até outubro para obra de reurbanização
Bloqueios atingem trechos das ruas Sete de Setembro e Coutinho Mascarenhas; projeto prevê novas calçadas, iluminação, paisagismo e melhorias na drenagem
Motoristas e pedestres que circulam pelo Centro de Vitória devem ficar atentos às mudanças na mobilidade provocadas pelas obras de reurbanização da região. As ruas Sete de Setembro e Coutinho Mascarenhas estão totalmente interditadas e permanecerão com bloqueios previstos até 25 de outubro de 2026.
A interdição começou à 0h do último domingo (30) e foi estabelecida pelo Edital nº 392, publicado no Diário Oficial do município. Na Rua Coutinho Mascarenhas, o bloqueio ocorre entre a Praça Ubaldo Ramalhete Maia e a Rua Sete de Setembro. Já na Rua Sete de Setembro, o trecho interditado fica entre a Praça Ubaldo Ramalhete Maia e a Rua Basílio Daemon.
Durante o período de restrição, o trânsito será direcionado para vias adjacentes. A empresa responsável pela execução dos serviços também deverá manter a sinalização necessária nos pontos interditados, enquanto a Prefeitura acompanha as condições de circulação e poderá realizar ajustes conforme o avanço das frentes de trabalho.
A intervenção faz parte de um projeto de requalificação urbana iniciado na primeira semana de março de 2026 e executado em etapas justamente para reduzir os impactos sobre moradores, comerciantes e demais frequentadores da região central.
Nesta fase, os trabalhos incluem a substituição do pavimento do calçadão por placas de granito, implantação de nova iluminação pública, instalação de mobiliário urbano e ampliação do paisagismo. A obra também prevê melhorias no sistema de drenagem, com revisão da galeria de águas pluviais, instalação de novas caixas-ralo e adequações nas ligações com a rede de esgotamento sanitário.
A primeira etapa está concentrada na Rua Sete de Setembro e foi dividida em quatro trechos. Atualmente, os serviços avançam no segmento entre a Praça Costa Pereira e a Praça Ubaldo Ramalhete Maia. Posteriormente, as equipes deverão avançar em direção à Rua Basílio Daemon, à Rua Maria Saraiva e à confluência com a Rua Barão de Monjardim.
O projeto contempla uma área de 12.874,51 metros quadrados nas ruas Sete de Setembro e Gama Rosa, com investimento de aproximadamente R$ 10,5 milhões. A reurbanização foi planejada em três etapas, abrangendo a Rua Sete de Setembro, a Rua Gama Rosa e a Praça Ubaldo Ramalhete.
Segundo a Prefeitura, mudanças temporárias na circulação e na sinalização poderão ser realizadas durante a execução, de acordo com a necessidade de avanço dos trabalhos. A estratégia de dividir a obra em trechos busca diminuir os efeitos sobre a mobilidade e as atividades econômicas do Centro.
Obra teve paralisação por questão patrimonial
A intervenção chegou a ser paralisada em março após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apontar a necessidade de documentação relacionada a possíveis impactos sobre o patrimônio arqueológico da região.
Em abril, o órgão autorizou a retomada da primeira fase, que envolve um trecho da Rua Sete de Setembro. A continuidade dos serviços ficou condicionada ao acompanhamento permanente de um arqueólogo durante a retirada do pavimento e a movimentação de solo.
A reurbanização das ruas Sete de Setembro e Gama Rosa integra um pacote de aproximadamente R$ 72,5 milhões em intervenções no Centro e no Parque Moscoso. Entre as ações do pacote está também a construção da Emef São Vicente de Paulo.
De acordo com a administração municipal, outras intervenções já foram concluídas na região, incluindo o restauro do Mercado da Capixaba, melhorias no viário da Rua Araribóia, recuperação de muro de contenção na Praça Hilderico Araújo, contenção de encosta na Escadaria Lourival Ferreira, reforma do Parque Municipal Gruta da Onça, contenção na Rua Barão de Monjardim, construção do Residencial Santa Cecília, restauro do Viaduto Caramuru e reforma da Praça Getúlio Vargas.
O projeto de reurbanização também contou com participação de moradores e comerciantes, que foram convidados para reuniões de apresentação e discussão da proposta. Sugestões da comunidade foram incorporadas ao planejamento da intervenção.

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