FGTS deve distribuir cerca de R$ 280 milhões para trabalhadores do Espírito Santo
Estimativa aponta que aproximadamente 2 milhões de contas capixabas podem receber parte do lucro do Fundo; valor será definido pelo Conselho Curador
Cerca de R$ 280 milhões do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ser destinados a trabalhadores do Espírito Santo, segundo estimativa do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT). A previsão é que aproximadamente 2 milhões de contas vinculadas ao fundo no Estado sejam beneficiadas com a distribuição dos resultados.
A projeção considera o desempenho do FGTS ao longo de 2025, período em que o patrimônio do fundo deve ter alcançado cerca de R$ 850 bilhões, representando crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior. Segundo especialistas, a expansão do emprego formal no país contribuiu diretamente para o aumento dos recursos disponíveis no fundo.
A expectativa é que o lucro do FGTS referente a 2025 fique em torno de R$ 15 bilhões. Caso seja mantido o percentual de distribuição de 95% do resultado, aproximadamente R$ 14,25 bilhões poderão ser repassados aos trabalhadores de todo o Brasil.
A definição final do percentual a ser distribuído será feita pelo Conselho Curador do FGTS, que tem reunião prevista para o dia 28 de julho. Antes da decisão, o tema será analisado pelo grupo técnico de apoio ao colegiado.
Pelas projeções atuais, a distribuição poderia representar cerca de R$ 21 para cada R$ 1 mil de saldo existente na conta vinculada do trabalhador. O valor será calculado de forma proporcional ao saldo que cada pessoa possuía no FGTS em 31 de dezembro de 2025.
A Caixa Econômica Federal será responsável pelo pagamento dos valores aos trabalhadores que tinham saldo nas contas vinculadas na data de referência. O depósito deve ser realizado até o dia 31 de agosto.
Apesar de ser incorporado ao saldo do FGTS, o dinheiro não ficará disponível para saque imediato. O trabalhador só poderá acessar os recursos nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria ou casos específicos de doenças graves.
A distribuição dos lucros do FGTS ocorre desde 2017 como uma forma de melhorar a rentabilidade das contas dos trabalhadores. No ano passado, o Conselho Curador aprovou o repasse de R$ 12,9 bilhões referentes ao lucro obtido pelo fundo em 2024, equivalente a 95% do resultado daquele período.
Criado em 1966, o FGTS funciona como uma reserva financeira destinada a proteger trabalhadores com carteira assinada em situações como desligamento sem justa causa, aposentadoria e outras hipóteses previstas na legislação. Além da remuneração tradicional de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), a distribuição dos lucros contribui para ampliar o rendimento das contas.
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o FGTS passou a ter garantia de correção mínima pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Caso a soma dos rendimentos e da distribuição dos lucros fique abaixo da inflação, o Conselho Curador deve estabelecer uma compensação para assegurar a atualização mínima.

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