Líder, você está sendo vigiado
Não, você não precisa estar na casa mais vigiada do Brasil, basta ocupar uma posição de liderança.
Quem lidera empresas, projetos ou equipes está sob observação o tempo inteiro (mesmo que não perceba). Ass pessoas não observam apenas o que você diz em reuniões, apresentações ou comunicados formais, elas observam, sobretudo, como você age, como reage sob pressão, como trata quem erra, como decide diante de conflitos e como se comporta quando o resultado não vem.
Vivemos um tempo em que a autoridade formal perdeu força, o título já não sustenta o respeito por si só. Hoje, líderes são “lidos” o tempo inteiro pelas equipes, Cada atitude comunica valores, cada decisão revela prioridades, cada incoerência, por menor que pareça, gera impacto e muitas vezes silencioso, mas profundo, pois as pessoas aprendem muito mais com o que o líder faz do que com o que ele diz e é nesse cenário que emerge um dos maiores desafios da liderança contemporânea: a coerência. Coerência entre discurso e prática, entre valores declarados e escolhas reais, entre o cuidado que se prega e o cuidado que se exerce no dia a dia. Não existe liderança neutra, ou ela constrói ambientes mais saudáveis, ou contribui para o adoecimento das relações e da cultura.
Diversos estudos em comportamento organizacional já demonstram que equipes não se desengajam apenas por excesso de metas ou pressão por resultados, elas se desconectam, principalmente, quando percebem líderes inconsistentes, emocionalmente indisponíveis ou que operam pelo medo e ambientes assim geram silêncio, retração, perda de criatividade e uma queda significativa da inteligência coletiva. As pessoas até permanecem, mas deixam de se empenhar.
Por outro lado, líderes que compreendem o impacto do seu comportamento constroem ambientes mais seguros para o diálogo, para o erro como aprendizado e para o desenvolvimento contínuo. Não porque são permissivos ou “bonzinhos”, mas porque entendem que confiança é um ativo estratégico, pois sem ela, não há engajamento sustentável nem performance de longo prazo. Ser observado não é o problema, o verdadeiro risco está em não ter consciência do que está sendo observado, porque as equipes percebem como o líder reage quando algo dá errado, se escuta de fato ou apenas espera a sua vez de falar, se cobra equilíbrio enquanto vive no excesso, se fala de pessoas ou com pessoas, se investe em desenvolvimento ou apenas pressiona por resultados imediatos. São nesses detalhes cotidianos que a liderança se revela.
No BBB, todos sabem que estão sendo observados e ainda assim, quando chega o paredão, não é o discurso que decide quem fica ou quem sai, mas o comportamento construído ao longo do tempo, as alianças, as atitudes, a coerência, a forma como cada participante trata os outros quando ninguém está “performando” e na liderança, o paredão também chega! Pode vir em forma de crise, de conflito, de queda de resultado ou de desgaste da equipe e quando esse momento bater à porta, vale a reflexão: você estará do lado dos líderes admirados, em quem as pessoas confiam e escolhem manter, ou entre aqueles que acabam sendo eliminados pela própria incoerência?
Com mais presença e coerência,
Vanessa Freitas
Mentora em Liderança, Carreira e Gestão | Fundadora da Avalon Consultoria
Colunista da Liderança em Foco – Portal Foco no ES
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